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COXARTROSE

9 de Janeiro de 2020

É uma doença progressiva provocada por um processo de deterioração da cartilagem que reveste a articulação coxofemoral – anca.

A sintomatologia consiste, habitualmente, por dor ao nível da virilha e nádega que irradia pela face anterior da coxa até ao joelho, limitação da mobilidade articular dificultando tarefas banais do dia-a-dia como calçar sapatos, entrar e sair do carro, entre outros. A dor na anca tem, geralmente, características mecânicas, ou seja, quanto mais exercitar esta articulação maiores são as queixas resultantes.

O ritmo da progressão da doença e sintomatologia é variável de pessoa para pessoa.

As causas podem se definir como primárias ou secundárias:
Primárias – associado ao processo de envelhecimento.
Secundárias – associadas a traumatismos, doenças reumatismais, obesidade, necrose avascular da cabeça do fémur e sequelas de doenças da infância (displasia da anca, doença de Perthes…)

Numa primeira fase a abordagem terapêutica é conservadora, com uso de anti-inflamatórios e analgésicos e diminuição da atividade física. Com a progressão da doença há um desgaste significativo da cartilagem e agravamento da inflamação articular e peri-articular, associada a aumento das queixas e limitação funcional. O tratamento conservador já não será eficaz. A resolução deste problema consiste na colocação de uma prótese total da anca.

Há vários tipos de implantes consoante a idade e as necessidades funcionais dos doentes, desde a prótese total convencional (cimentada/não cimentada), aos implantes mais pequenos (hastes curtas) e a prótese de revestimento (“resurfacing”) para os mais jovens e ativos.

Neste momento, no mercado, existem várias interfaces articulares com uma taxa de desgaste mínima: metal, polietileno altamente reticulado e cerâmicas.